Moda responsável: impacto social positivo, empoderamento feminino e sustentabilidade

Moda responsável: impacto social positivo, empoderamento feminino e sustentabilidade

Moda responsável: impacto social positivo, empoderamento feminino e sustentabilidade

Mão de obra mal remunerada, não raro escrava. Falta de responsabilidade com o meio ambiente e de transparência com o consumidor. Se você é apaixonado por moda, mas está cansado desse tipo de realidade, vai amar esse artigo.

 

As iniciativas de produção de roupas que prezam pela qualidade e pela sustentabilidade estão se tornando cada vez menos raras no mercado. E aqui em Porto Alegre nós temos alguns exemplos muito inspiradores.

 

Conversamos com a Érica Arrue, idealizadora da Aurora Moda Gentil, e com a Gabriela Ruiz, sócia e fundadora da Colibrii. Elas nos contaram como é possível unir qualidade e responsabilidade em um negócio lucrativo.

 

Aurora: moda sustentável feita com amor

Moda sustentável, responsabilidade social e produção artesanal. É assim que a Aurora Moda Gentil apresenta suas premissas.

 

A empresa é familiar, Lorena e Érica Arrue são mãe e filha e sócias na iniciativa. Érica, a filha, se formou em moda em 2004. Para ela, nunca fez sentido uma moda que não fosse sustentável, tanto do viés ecológico como social.

 

Hoje, a marca oferece peças de lã pura, trabalhadas principalmente através do tricô e do crochê e de algodão reciclado. A Aurora compra tecido de uma empresa que transforma garrafas pet em matéria prima para a confecção de roupas. A lã é adquirida de fornecedores que se comprometem com o bem-estar do animal.

 

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Através de uma parceria com a ARCO (Associação Brasileira de Criadores de Ovinos), são selecionados criadores que tomam cuidados como realizar a tosquia em um momento mais adequado para o animal. “Na fase do pré-parto, por exemplo, a ovelha não sofre tanto pra dar a luz pela questão do peso do pelo”, explica Érica.

 

Mas, ela conta que o ponto de partida da empresa foi a questão social. A ideia era capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade social que pudessem encontrar na costura uma fonte de renda. Então, em contato com a prefeitura, Érica montou um grupo de artesãs em Dom Pedrito que hoje são as principais artesãs da marca. Essas senhoras encontravam-se todas abaixo da linha da miséria e receberam capacitação e um espaço para trabalhar.

 

“Elas podem inclusive trabalhar para fora também, mas a nossa demanda é alta, então elas trabalham quase só para a Aurora e a maioria das peças são elas que fazem”, diz Érica.

 

As artesãs assinam suas peças, como uma maneira de reconhecer o trabalho artístico delas. É muito amor, né?

 

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Colibrii – aproximando realidades diversas e gerando mudanças

Gabriela Ruiz, formada em direito, é uma das sócias e idealizadoras da Colibrii e mais uma defensora da moda responsável.

 

Também com uma ideia de impacto social positivo, a marca trabalha com artesãs do Morro da Cruz, que trabalham com as sócias Gabriela e Alice desde o processo de criação das peças.

 

“A gente entende que o conhecimento delas é importante na hora de conceber o produto. A Colibrii nasceu dessa proposta de aproximar diferentes realidades”, ela defende.

 

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A cocriação é um dos quatro pilares da marca, junto com a valorização, a aproximação e a ressignificação. Além de participar da criação das peças, as artesãs mandam um bilhetinho para os clientes em cada peça da Colibrii. Essa é uma forma de reconhecimento de seu trabalho e de incentivar as pessoas a pensarem sobre a origem dos produtos que consomem. Segundo Gabriela, a remuneração justa também é muito importante para a empresa, já que a ideia é mesmo empoderar essas mulheres.

 

Os materiais utilizados nas peças são os mais diversos. É tudo que um dia foi encarado como lixo e pode ganhar outro significado. As mochilas, por exemplo, o principal produto da Colibrii, são feitas de calça jeans, cintos de segurança e nylon de guarda-chuvas.

 

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