MALHA: o futuro da moda colaborativa no Brasil

MALHA: o futuro da moda colaborativa no Brasil

“Cada um é responsável pela MALHA que tece”. Essa é a premissa que rege o espírito colaborativo da MALHA, um espaço de coworking e de cosewing (compartilhamento de fábrica), localizado em São Cristóvão (RJ). A proposta dos seus criadores é repensar a moda, desde a sua concepção e produção, até o consumo.

 

O local quer plantar a ideia de moda colaborativa valorizando questões como o comércio justo e a produção local. Isso tudo juntando um monte de gente bacana, querendo sair da zona de conforto e se engajar em novos projetos.

 

Vem com a gente conhecer esse emaranhado de fios. Vem conhecer uma ideia que quer estampar o mundo de um jeito diferente. MALHA: o futuro da moda colaborativa no Brasil.

 

Uma escola, um laboratório ou um espaço compartilhado?

Segundo o dicionário, malha é “cada um dos anéis, nós, laçadas de um fio têxtil que se entrelaçam para formar um tecido flexível e elástico”. Mesmo que não tivesse este nome, a definição cairia perfeitamente para definir este espaço. A MALHA quer plantar a sementinha do penso e repenso, tornando a moda muito mais responsável e coerente com os dias atuais.

 

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No seu galpão de 1800 metros quadrados, estilistas, designers e consumidores encontram espaço para fazer, vender e comprar o que chamam de nova moda. São 30 salas para escritórios e mais de 60 pontos compartilhados. Além de um espaço de coworking e cosewing, a MALHA é também uma escola e um laboratório de experimentação onde as pessoas podem compartilhar conhecimentos e também se relacionar.

 

A estrutura física do local é algo realmente bem interessante. A fábrica conta com estrutura completa de maquinários e equipamentos. Tudo para que marcas, principalmente iniciantes, possam desenvolver projetos com qualidade. Inclusive, para marcas que ainda estão engatinhando, há muito incentivo no espaço. Um pacote enxuto dá acesso a eventos do local, como palestras e workshops. Além disso, o relacionamento entre grandes e pequenas marcas propicia um boa troca para ambas. Também há o acesso a uma infraestrutura de rede, com equipamentos como impressoras 3D, costureiras, modelistas e estúdio fotográfico. Tudo compartilhado por todos!

 

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O início da trama

Muitas conversas e questionamentos sobre o mundo da moda e o propósito de suas próprias vidas. Foi o que levou Herman Bessler, CEO de um dos maiores coworkings do Brasil (Templo) e André Carvalhal, professor e profissional de marketing de moda, a criarem a MALHA. Juntos, eles criaram um local de troca entre marcas de vários tamanhos, produtores locais e os próprios consumidores. Em 2016, escolheram um bairro da zona norte do Rio, tradicionalmente ocupado pela moda, para colocar o seu projeto em prática.

 

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O local é distribuído em um imenso galpão e dividido em dois andares. O primeiro possui um showroom, área de convivência, escritórios compartilhados ou desks, estúdio fotográfico e restaurante. No andar de cima, há salas de reunião, um fashion lab, escola e mais desks. A MALHA pode acomodar 250 pessoas fixas. Isso sem falar nos movimentos e projetos flutuantes e as centenas de pessoas que circulam pelo lugar diariamente.

 

Nomes de peso do mundo da moda, que apoiaram a MALHA desde o início, também são considerados fundadores. Entre eles, Ana Wambier e Daniela Sabbag (Wasabi), Renata Abranchs (Rio Etc e Bureau de Estilo), além do apresentador e estilista Caio Braz.

 

“Justo é o novo preto”

Baseada no conceito de tornar a moda algo cada vez mais democrático, a MALHA tem grandes perspectivas. Abrir espaço para o maior número de pessoas possíveis, faz parte de uma das propostas do local. Hoje as marcas pagam mensalmente para usar o espaço.

São três formas de utilizar a MALHA: como residente flex, fixo ou fazer parte do Clube Malha. O fixo inclui seis desks fixos, espaço para armazenamento e arara. O pacote flex tem direito a um desk e acesso a todos os espaços do local. Há também a opção de fazer parte do Clube Malha que é destinado a marcas ainda não consolidadas no mundo da moda. A perspectiva dos criadores é ajudar a construir uma nova moda, um espaço mais democrático e aberto, com o lema “justo é o novo preto”.

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